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ROYAL ADVICE · MATERIAL INFORMATIVO

Contabilidade para supermercados e mercados na Reforma Tributária

Split Payment, Cesta Básica Nacional, crédito amplo, fim da Substituição Tributária e a decisão Simples × Híbrido — o que muda de fato na gestão de um mercado, do pequeno varejo de bairro ao atacarejo. Com atendimento no Acre e em todo o Brasil.

~17 min de leitura Atualizado em setembro de 2026 Setor: Varejo, Atacado e Atacarejo
Este material é informativo e de caráter geral — não substitui uma reunião presencial com a Royal Advice para avaliar a estrutura tributária e a precificação do seu mercado. Agende uma conversa →

Neste material

Por que este setor precisa de atenção redobrada

Supermercado é o setor onde a reforma aparece todo santo dia

Escritório de serviços sente a reforma na nota fiscal uma vez por mês. Mercado sente em cada venda no caixa.

Poucos setores concentram tantos pontos de impacto da Reforma Tributária ao mesmo tempo quanto o varejo alimentar: volume altíssimo de operações diárias, margem historicamente apertada, milhares de itens com classificação fiscal (NCM) diferente entre si, pagamento majoritário em cartão e Pix — exatamente o tipo de transação que entra na mira do Split Payment — e uma mistura de clientes pessoa física (o consumidor final, no varejo) e pessoa jurídica (bares, restaurantes, outros comércios, no atacarejo).
Isso significa que um supermercado de médio porte no Acre — ou em qualquer capital do país — vai lidar, ao mesmo tempo, com pelo menos cinco frentes da reforma: o cronograma de transição, a Cesta Básica Nacional, o crédito amplo sobre compras, o fim da Substituição Tributária do ICMS e a decisão sobre o regime do Simples Nacional. Cada uma delas é tratada em detalhe adiante — mas o ponto central deste material é este: não dá para resolver isso com um ajuste pontual em dezembro. É um trabalho de acompanhamento contínuo, item por item, mês a mês.
A Royal Advice atende mercados e supermercados no Acre com a mesma estrutura que atende clientes em qualquer estado do Brasil — o trabalho de contabilidade e gestão tributária para varejo alimentar é feito de forma remota e acompanhado por reuniões periódicas, presenciais sempre que o cliente estiver em Rio Branco.
O impacto mais imediato no dia a dia

Split Payment: o imposto sai do caixa antes de você ver o dinheiro

Nenhum outro setor é tão dependente de cartão e Pix quanto o varejo alimentar — e é exatamente aí que o Split Payment aperta.

No modelo de split payment, no momento em que o cliente paga — no cartão, no Pix, em qualquer meio eletrônico — o valor do IBS e da CBS já é segregado automaticamente e enviado direto ao Fisco. O mercado recebe apenas o valor líquido da venda, sem o imposto, em vez de receber o valor cheio e recolher o tributo depois, no vencimento normal da obrigação.
Confirmado pelo Ato Técnico Conjunto RFB/CGIBS nº 5/2026 (25/set/2026): o Split Payment foi adiado. Passa a ser facultativo em 2027, e só em operações entre empresas (B2B) — o que atinge diretamente o atacarejo. Torna-se obrigatório a partir de 2028 para B2B, ainda dependendo da integração de mais de 200 instituições financeiras à plataforma. Para venda ao consumidor final no caixa do supermercado (B2C), ainda não há data definida. O Simples Nacional fica fora do mecanismo nesse primeiro momento.

Por que isso pesa mais no varejo alimentar

  • Alto volume de vendas em cartão e Pix — o canal exato que o Split Payment mira primeiro
  • Margem líquida apertada: qualquer atraso na liquidez do caixa aperta ainda mais o giro
  • Reposição de estoque é diária ou semanal — o mercado não pode esperar o "fôlego" do imposto acumulado até o vencimento

Como usar o tempo que a reforma deu

  • Simular o fluxo de caixa já considerando a saída antecipada do imposto na venda em cartão/Pix
  • Renegociar prazos com fornecedores com folga suficiente para a nova realidade de liquidez
  • Se vende para outras empresas (atacarejo), preparar sistemas desde já — a obrigatoriedade B2B chega em 2028
A parte boa da conta — se a classificação estiver certa

Cesta Básica Nacional: alíquota zero em boa parte da loja

Uma fatia relevante do que um supermercado vende hoje vai a alíquota zero de IBS/CBS — mas só se o produto estiver corretamente classificado.

A LC 214/2025 criou a Cesta Básica Nacional de Alimentos: uma lista de itens essenciais — arroz, feijão, leite, carnes, frutas, hortaliças e outros alimentos in natura ou minimamente processados — com isenção total de IBS e CBS. Outra faixa de alimentos industrializados não incluída na lista de alíquota zero entra numa categoria intermediária, com redução de 60% sobre a alíquota padrão.

Alíquota zero

Itens da Cesta Básica Nacional: arroz, feijão, leite, ovos, frutas, hortaliças, carnes in natura e outros alimentos essenciais definidos em lei.

Redução de 60%

Boa parte dos demais alimentos e produtos de higiene pessoal básica — a alíquota padrão se aplica, mas com desconto relevante.

Alíquota cheia

Bebidas, itens não essenciais, bazar, eletrônicos e demais seções da loja fora do critério de essencialidade seguem a regra geral.

O ponto que decide se você ganha ou perde dinheiro nisso: a alíquota depende da classificação fiscal (NCM) correta de cada item, não do nome comercial do produto ou da seção da loja onde ele fica exposto. Um supermercado com milhares de SKUs cadastrados precisa revisar o cadastro de produtos com cuidado — item classificado errado pode levar a cobrar imposto que não devia (perdendo competitividade de preço) ou deixar de recolher imposto devido (risco de autuação).
Fim do imposto escondido no preço

Crédito amplo: o que hoje vira custo passa a virar dinheiro recuperável

Para quem compra para revender — a atividade-fim de qualquer mercado — esta é a mudança estrutural mais favorável da reforma.

Hoje, no modelo de PIS/Cofins e ICMS, uma fatia do imposto pago pelo mercado nas compras — de mercadoria para revenda, embalagens, fretes, energia, serviços de logística — não é totalmente recuperada. Vira custo, mesmo sem aparecer como custo explícito. Com o IBS e a CBS, o crédito é amplo e não-cumulativo: praticamente tudo o que é insumo da atividade econômica gera crédito integral, cortando o efeito cascata que hoje infla o preço final sem que o consumidor veja de onde vem esse acréscimo.
Na prática: o mercado que compra mercadoria, embalagem e frete de fornecedores também organizados no novo sistema, com nota fiscal correta, recupera de forma sistemática o imposto pago nessas etapas. O ganho real depende diretamente da qualidade do cadastro de fornecedores e da nota fiscal recebida — fornecedor desorganizado ou fora do sistema quebra a cadeia de crédito.
Regra de bolso: a partir de 2027, gestão de crédito tributário deixa de ser burocracia e vira parte da margem. Um mercado com controle de compras e fornecedores bem organizado vai recuperar mais imposto do que um concorrente relapso — e isso se traduz direto em preço competitivo na gôndola.
A decisão que muitos mercados ainda não simularam

Simples Nacional: Único × Híbrido — a escolha que trava até 2027

Muito mercado pequeno e médio no Acre está no Simples Nacional — e a decisão sobre o regime de tributação da reforma não é automática.

Quem está no Simples Nacional pode optar entre permanecer no regime Único (a sistemática simplificada de sempre, com o IBS/CBS recolhidos dentro do DAS) ou migrar para o regime Híbrido, que recolhe o IBS/CBS pelo regime regular, fora do Simples, mantendo os demais tributos no DAS. A vantagem do Híbrido normalmente aparece quando o mercado vende para outras empresas (bares, restaurantes, pequenos comércios) que precisam de crédito cheio na compra — empresas do Simples no regime Único geram crédito limitado ao cliente PJ, o que pode empurrar esse cliente para um concorrente que ofereça nota com crédito integral.
Por que isso é urgente: mercados de varejo puro, que vendem quase só para consumidor final, tendem a não sentir tanto essa pressão — o Único costuma ser suficiente. Já mercados com uma fatia relevante de venda B2B (atacarejo, fornecimento para outros comércios) precisam simular os dois cenários antes de decidir, porque a escolha impacta diretamente a competitividade comercial, não só a carga tributária.
Vale lembrar também: como já registrado no capítulo de Split Payment, o Simples Nacional fica fora do mecanismo de Split Payment nesse primeiro momento — um alívio operacional a mais para quem permanece no regime, mas que não deve ser o único critério de decisão.
Mexe direto na precificação da gôndola

Fim da Substituição Tributária: repensar preço sem a "margem presumida"

Boa parte do que um mercado compra hoje já vem com o ICMS antecipado pelo fabricante ou distribuidor, calculado sobre uma margem de venda presumida por lei.

O regime de Substituição Tributária (ICMS-ST), muito usado em bebidas, produtos de higiene, alimentos industrializados e outras categorias típicas de supermercado, deixa de existir no novo sistema. O IBS e a CBS são apurados sobre o valor real de cada operação, não sobre uma margem presumida definida em pauta fiscal. Isso muda a lógica de formação de preço de centenas de itens de uma vez.

O que muda na prática

  • Produtos que hoje chegam ao mercado com o ICMS já "embutido e encerrado" passam a ter apuração normal, etapa por etapa
  • A margem real de revenda de cada categoria pode ficar diferente da margem presumida que hoje orienta a precificação
  • Necessário revisar o cadastro fiscal de produtos que hoje estão marcados como "ST" no sistema de PDV/ERP

Como se antecipar

  • Levantar, por categoria, quais itens do mix hoje operam sob ICMS-ST
  • Simular a margem real desses itens sob a lógica nova, antes que a transição force o ajuste
  • Atualizar o sistema de precificação e o cadastro fiscal com antecedência, não no mês da mudança
Um mesmo CNPJ, duas lógicas tributárias

Varejo puro × Atacarejo: por que a diferença importa agora mais do que nunca

Modelos como o atacarejo vendem, na mesma loja, para o consumidor final e para outras empresas — e a reforma trata essas duas pontas de forma diferente.

FrenteVarejo puro (B2C)Atacarejo (B2C + B2B)
Split PaymentSem data definida para consumidor finalFacultativo já em 2027, obrigatório em 2028 nas vendas B2B
Crédito ao clientePouco relevante — consumidor final não creditaDecisivo — cliente PJ escolhe fornecedor pelo crédito que a nota gera
Simples NacionalRegime Único costuma bastarVale simular o Híbrido para não perder cliente PJ por crédito limitado
Nota fiscalCupom fiscal simplificadoNota tecnicamente correta é condição comercial, não só obrigação fiscal
Na prática, quem opera nesse modelo misto precisa de dois olhares tributários dentro da mesma empresa: a lógica de varejo, focada em preço final competitivo na gôndola, e a lógica de atacado, focada em crédito cheio e nota corretamente emitida para não perder cliente PJ para um concorrente mais organizado. É um dos cenários onde o acompanhamento contábil próximo faz mais diferença no resultado.
O diferencial operacional da Royal Advice

Decisão em tempo real: custo × receita na palma da mão, não só no fechamento do mês

Num setor de margem apertada e centenas de itens mudando de tratamento tributário ao mesmo tempo, esperar o relatório contábil do mês seguinte para descobrir onde a margem apertou já é tarde demais.

Além da contabilidade e do planejamento tributário, a Royal Advice oferece aos seus clientes do varejo alimentar uma plataforma própria de gestão em tempo real: visibilidade online de custo por produto e por categoria frente à receita, direto no celular ou tablet do gestor, com dados atualizados enquanto a loja está funcionando — não apenas no fechamento do mês.
Painel de margem por categoria AO VIVO
Mercearia — Cesta Básicamargem 18,4% ▲
Bebidasmargem 11,2% ▼
Hortifrutimargem 22,7% ▲
Higiene & Limpezamargem 15,9% ▲
Este é exatamente o tipo de ferramenta que separa quem só "sobrevive" à transição tributária de quem usa a transição para ficar mais competitivo — com decisão baseada em número real, na hora em que ele acontece.
Como a Royal Advice trabalha com mercados

Do cadastro de produtos ao acompanhamento mês a mês

O trabalho começa antes da transição pegar o mercado de surpresa — e continua depois, na rotina.

1. Diagnóstico do cadastro fiscal

Levantamento do mix de produtos com revisão de classificação fiscal (NCM) — o que entra na Cesta Básica, o que tem redução, o que opera hoje sob Substituição Tributária.

2. Simulação Único × Híbrido no Simples Nacional

Para mercados no Simples: simulação de carga tributária e de impacto comercial (crédito ao cliente PJ, se houver venda B2B) antes da escolha do regime.

3. Reorganização de fluxo de caixa

Ajuste de prazos com fornecedores e planejamento financeiro considerando o Split Payment nas vendas em cartão e Pix.

4. Acompanhamento contínuo e plataforma de gestão

Monitoramento mensal das obrigações acessórias, mais acesso à plataforma de custo × receita em tempo real para decisão do dia a dia.

Atendimento de contabilidade para supermercados e mercados no Acre e em qualquer lugar do Brasil. A estrutura de trabalho da Royal Advice é 100% preparada para acompanhar clientes fora de Rio Branco, com reuniões remotas regulares — e presenciais sempre que o cliente estiver na cidade.
Perguntas frequentes

Antes de fechar o material

Todo item da Cesta Básica Nacional é isento para o supermercado?
Não automaticamente — a isenção depende da classificação fiscal (NCM) correta de cada produto conforme a lista definida em lei. É por isso que a revisão do cadastro de produtos é o primeiro passo antes de qualquer ajuste de preço.
Meu mercado só vende para consumidor final — o atacarejo me afeta?
Menos diretamente. As regras de crédito ao cliente PJ e a obrigatoriedade antecipada do Split Payment B2B pesam mais para quem vende para outras empresas. Varejo puro sente mais o impacto da Cesta Básica, do crédito amplo nas compras e do fim da Substituição Tributária.
Quando preciso decidir entre Simples Único e Híbrido?
A Resolução CGSN nº 194/2026 prorrogou o prazo: a opção pelo regime regular de IBS/CBS (Simples Híbrido) foi de 30/set para 30 de outubro de 2026. A decisão precisa ser simulada com antecedência — depende do seu mix de clientes (pessoa física × pessoa jurídica) e não deve ser deixada para o último momento. Fale com a Royal Advice para simular o seu caso específico.
Este material substitui uma análise da Royal Advice para o meu mercado?
Não. É um material educativo e geral sobre o setor. Cada mercado tem um mix de produtos, um perfil de cliente e uma estrutura de caixa diferentes — a análise completa depende de uma reunião com a Royal Advice.
Fale com quem entende do varejo alimentar

Seu mercado já está pronto para a transição de 2027?

Do cadastro de produtos ao caixa, do Simples Nacional à decisão do dia a dia com dado em tempo real — o primeiro passo é uma conversa sobre o seu mercado, não um modelo genérico de setor.

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